<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d34117314\x26blogName\x3ddi%C3%A1rio+de+um+quiosque\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dBLUE\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://diariodeumquiosque.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://diariodeumquiosque.blogspot.com/\x26vt\x3d5113954605552121106', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>

diário de um quiosque

O Pacheco Pereira tornou-se uma espécie de Ardinario da política [caracteres extra para não me estragar o template do blog]

E tu, já serviste à banca?

terça-feira, julho 29, 2008

Se duvidas houvesse, comprovei este domingo que além de me safar relativamente bem à frente de uma banca, também era gajo para brilhar fortemente atrás de um balcão. A destreza e a rapidez com que despachei 30 pratos rasos em meia manhã foi das tarefas mais gratificantes para quem aqui chegou a pensar que um dia só ia vender jornais e outras coisas que tal.
E se pensarmos que de 2ª a sábado ando a vender talheres a 75 cêntimos a peça e ainda ofereço um jornal, sacar de um prato raso ao domingo e enfiá-lo dentro de um saco juntamente com um jornal, torna ainda a coisa mais espectacular. Houvesse mais um dia de semana e ainda me iam ver servir um arroz à valenciana juntamente com a Teleculinária.

Ah e tal, tás pra aí a gozar, mas dá-te muito jeito vender trinta 24 horas ao domingo, quando em dias normais não vendes nem metade…”. Ora bem, estão aí alguns pingos de verdade, mas primeiro, eu não vendo trinta 24 horas ao domingo. Eu vendo 30 pratos rasos (ou de sopa, ou de sobremesa) a 1,25€ a peça e ainda ofereço um jornal. Jornais jornais… devo vender uns 10. Segundo, quando um cliente me formula o desejo “quero o jornal do prato, e o respectivo, por favor”, isto diz bem do uso que a pessoa vai dar ao jornal. E ao prato.

Eu só consigo descortinar duas estratégias para o “brindório” em que se transformou a venda de jornais. Uma: o cliente, atraído pelo brinde, acaba por ler o jornal. Gosta e continua a comprar, mesmo que não traga brinde. Estratégia aceitável, com resultados duvidosos. Outra: estimular o número de vendas em banca (não é por aqui que os jornais ganham dinheiro), permitindo apresentar trimestralmente números mais simpáticos, com consequências junto de quem lhes paga a publicidade (é por aqui). Estratégia duvidosa, com resultados aceitáveis. Com alguma dificuldade, ainda consigo ver uma outra estratégia: o pessoal dos jornais é tudo malta porreira, e gosta de oferecer brindes como forma de agradecer ao leitor o facto de ter comprado o seu jornal. Estratégia duvidosa, com resultados duvidosos.

Ninguém me tira da cabeça. Os jornais, hoje em dia, estão-se a vender pelas razões erradas. Espero bem que todos já tenham percebido isto.
posted by ardinario, 7/29/2008 04:32:00 da tarde

0 Comments:

Add a comment