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diário de um quiosque

O Pacheco Pereira tornou-se uma espécie de Ardinario da política [caracteres extra para não me estragar o template do blog]

Isto é só para quem tem unhas!

quarta-feira, setembro 03, 2008

Cada vez mais me convenço que isto dos quiosques é só para quem tem unhas, e eu por vezes sinto que não obedeço a este importante pré-requisito. Obviamente que não falo no sentido figurado. Quando digo “isto é só para quem tem unhas”, significa que quando um quiosqueiro corta as unhas, a sua disponibilidade para o ofício fica reduzida a menos de 50%. Esta importante conclusão, que padece de um estudo mais aprofundado (inútil, na minha opinião, tal a convicção que me invade), tem como implicação imediata que o leitor lance um olhar cuidadoso às unhas da senhora pessoa que lhe vende os jornais, da próxima vez que se deslocar ao quiosque.

Não me quero alongar muito sobre os pormenores técnicos que uma unha comprida - ou uma mão cheia delas - permite executar dentro de um quiosque. Mas desde que os volumes de tabaco passaram a trazer o invólucro em plástico, em vez do prático papel, que uma unha mais arrojada do ponto de vista estético pode fazer toda a diferença, entre sacar de um Ventil em 2 segundos ou acabar por perfurar dois maços à tesourada 30 segundos depois, tal o desespero em abrir uma merda que assim à primeira vista dá a ideia de ser extraordinariamente simples. Não é.

Eu não queria mesmo alongar-me sobre este tipo de operações que uma unha comprida é capaz de fazer, mas já que falam nisso, eu sou o primeiro a admitir que uma super unha é gaja para desfazer qualquer tipo de nó numa questão de segundos, fazendo com que o senhor cordel que amarra a imprensa estrangeira ao tronco da árvore sobreviva durante quase todo o verão. Como dizia o Vilarinho (ou seria o Sousa Cintra?), são estas merdas que fazem a diferença entre um grande gestor e um gestor.

“Queres tu então dizer que fulano que se sente atrás de uma banca de jornais só tem a ganhar em deixar crescer as unhas?”.
Calma. Não é deixar crescer. Trata-se simplesmente de não as cortar. Há-de chegar um ponto em que a unharra já não resiste a um choque mais violento com a registadora, ou a um esmagamento da pilha de Expressos. Ou seja, primeiro deixa-se actuar a Mãe Natureza, depois é entregar o destino ao Pai Quiosque, que Ele nestas coisas costuma ser implacável.

Só para finalizar, que já estou quase a ter uma trombose a escrever isto.
Dá jeito ter uma ou outra unha compridona ali à mão de semear, e podia estar aqui o dia todo a enunciar mil e uma vantagens. Um quiosqueiro sem unhas é um Ronaldo sem bola, um Eusébio sem whiskey, um Jacinto Paixão sem Marineide. Mas, sejamos sérios, é bom ter presente que fora do quiosque também há vida. Apesar de nos torneios de Pro Evolution Soccer – e atenção que vou revelar um grande segredo – ser mais importante ter unhas compridas que comandar o Barcelona ou o Manchester United, há uma reputação a conservar, e não vale a pena destrui-la por causa da “unha comprida que é muito jeitosa lá no quiosque”.
posted by ardinario, 9/03/2008 10:17:00 da tarde

4 Comments:

Quem é que tem unhas compridas no pes???????????
ahahahahahahahahahah... muito bom :))
commented by Blogger @na, 9/04/2008 1:08 da manhã  
A Ana. A Ana tem unhas compridas nos pes. Compridas e vermelhas.
por acaso não são compridas, mas vermelhas sim.
commented by Blogger @na, 9/11/2008 2:31 da tarde  

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